Mito, Memória e Paisagem

Entre Ofir e Finisterra

A denominação Ophiussa como "a terra das serpentes" aparece pela primeira vez no século IV no poema "Ora Maritima" do geógrafo romano Rufus Avieno para designar o extremo ocidental da Ibéria. Não se sabe com certeza quem eram os Ophis, o mítico "povo da serpente" que teria habitado o litoral de Portugal e da Galiza após expulsar os Oestrimni, que se terão então refugiado em Finisterra. Mas o nome prevaleceu.

Este guia é um convite à descoberta dos mitos e da paisagem, dos vestígios gravados na pedra, fragmentos esquecidos — memória ancestral de um tempo que se perdeu.

A Terra das Serpentes


Introdução

Entre Ofir (Minho) e Finisterra (Galiza), existe um território de promontórios, castros, rios e pedras gravadas que guarda uma memória muito anterior às fronteiras atuais. Um território onde geografia e mitologia se encontram para interpretar o que está escrito na paisagem.

O que encontras neste guia

Doze locais selecionados entre Ofir e Finisterra, escolhidos pela sua dimensão natural, simbólica e arqueológica. Castros galaicos e ruínas romanas, promontórios atlânticos, parques de arte rupestre, santuários pré-romanos, praias com rituais que persistem há milénios.

Para cada local: contexto histórico e mitológico, dicas de slow travel e identificação no mapa.

Não é um percurso fixo, mas uma sugestão de lugares para percorreres ao teu ritmo, por qualquer ordem, em várias visitas ou numa só viagem.


Índice

O Que é Ophiussa?

A Serpente e os Deuses da Terra

Uma Terra Anterior às Fronteiras

Como Usar Este Guia


A Jornada da Serpente

Entre Ofir e Finisterra, do Atlântico aos promontórios sagrados